Sophie Turner estampa a capa da revista Malibu. Na edição de abril da revista norte-americana, a atriz fala sobre sua famosa personagem Sansa Stark, sua carreira, projetos almejados e como se vê, e como quer que a vejam, no futuro quanto atriz. Abaixo vocês conferem os scans da revista, a matéria completa traduzida, e o vídeo dos bastidores, onde a Sophie falou sobre seu estilo, depressão, e o que a motiva a levantar todos os dias.

 

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Leia a matéria na íntegra:

SOPHIE TURNER
Ela não é a maior, ela é a duplamente maior

por Gregg LaGambina

Antes de começarmos nossa história, devemos chegar a um acordo. Você, querido leitor, não passará direto, nem olhará impacientemente – seus olhos passando da esquerda para a direita, vendo palavras, mas não as lendo. Você não irá procurá desesperadamente neste texto uma pista do destino de Sansa Stark nas últimas duas temporadas de Game of Thrones da HBO. Não há, até agora, algum ponto não revelado para adicionar ao seu blog antes de outra pessoa ver primeiro. Você não encontrará as respostas para as questões que têm agitado você (e eu) com ansiosidade desde as conclusões explosivas (literalmente) da sexta temporada que foi ao ar em junho de 2016. Não há nada para ler entre estas linhas além de espaço em branco.
Então, vamos respirar fundo e relaxar.
Aqui, você pode perguntar, “Por quê?”
Para isso, existe uma resposta.
Juntos, nós devemos começar a deixar Sansa Stark desaparecer no plano de fundo e permitir que Sophie Turner surja de detrás da longa sombra que Game of Thrones irá inevitavelmente lançar sobre seus futuros esforços, quaisquer que sejam. Enquanto a série que a fez uma estrela global está a centímetros de concluir suas sétima e oitava temporadas, nós devemos a Srta. Turner a oportunidade de se tornar outras pessoas. Ela é uma atriz, afinal. E, se você não deixar, ela irá te socar na mandíbula.
“Eu soco qualquer um que eu conseguir, sério,” diz Turner. “Eu soco meu treinador e meus amigos. Eu só preciso liberar a raiva. É por isso que comecei, porque eu só quero liberar minhas frustrações de algum jeito, maneira ou forma. Então, eu comecei a socar as pessoas.”
É uma manhã de março em Manhattan e Turner está bebericando uma bebida quente, ponderando as próximas escaramuças com os amigos no ringue.
“Eu gosto bastante de fazer boxe,” ela diz. “É a minha praia. Eu constantemente tenho machucados nas minhas pernas e braços por causa do boxe. Não é bonito esteticamente, mas será a longo prazo. É meio que bom para tudo. É um ótimo exercício cardiovascular sem a sensação de que você está se exercitando, basicamente. E você aprende técnicas – núcleo, braços, pernas. É meio que incrível.”
O que tanto tem irritado esta mulher inglesa de 21 anos e de Northamptonshire que a deixou compelida a emboscar e investir nos amigos enquanto brande os punhos?
“Sabe, são as coisas diárias de garotas,” ela diz, com uma risada sombria. “Pode ser só aqueles dias do mês. Talvez que devesse me exercitar apenas uma vez por mês.”
Não preciso lhe informar que ela abriga um humor seco. Ela é engraçada e divertida de conversar. Mas quando a deixamos na temporada passada, ela tinha soltado cães famintos e babando em cima de seu torturador maligno e nos deixou ponderando sobre seu sorriso – um sorriso que poderia significar qualquer coisa em uma série que se tornou conhecida por seus banhos de sangue de partir o coração que fazia a limpa nos personagens amados quase toda temporada desde que foi lançada em 2011, quando Turner tinha apenas 15 anos de idade.
Ela foi contratada para a série aos 13 anos e tem, de certa maneira, sido criada por sua estendida “família” de Game of Thrones. Em entrevistas passadas, ela descreveu Kit Harington (Jon Snow) como um tipo de irmão, Maisie Williams (Arya Stark) como uma irmã e melhor amiga, e Lena Heady (Cersei Lannister) como uma influência maternal de onde ela aprendeu o máximo sobre atuar. Some isso à enorme fama por interpretar um papel particular e a sombra de Sansa descrita acima pode ser ainda maior do que imaginávamos. Nada disso está perdido em Turner.
“É algo com o que eu tenho batalhado no decorrer dos anos,” ela admite. “Sansa tem sido um grande presente para mim, mas eu realmente luto contra a possibilidade de Sansa Stark ser a única coisa pela qual sou conhecida. Então, cada papel que escolho sou bastante seletiva sobre. Tento não fazer nenhum trabalho periódico, ou princesas, ou algo parecido. Estou tentando me fazer – antes de Game of Thrones terminar – ser vista tão diversificada quanto possível. Quero ter um catálogo enorme de trabalhos em diferentes gêneros. Eu adoraria fazer comédia. Adoraria fazer terror, talvez. Não há nada que eu descartaria a esta altura, porque acho que preciso de um repertório maior para as pessoas poderem me ver como algo além de ‘aquela garota de Game of Thrones.'”
Para uma cidade indústria orgulhosa de sua própria imaginação sem limites, Hollywood é frequentemente auto-congratulatória e preguiçosa – remakes, reboots, sequências, e coisas que explodem. Então não é difícil imaginar o conteúdo dos roteiros que Turner joga na lixeira depois de mal ler metade da página. Como se vê, roteiros podem nem sequer chegar a ela. Que isso seja um alerta a todos vocês roteiristas por aí atualmente conjurando-a em vestidos esvoaçantes de seda, olhos cintilando sob lustres de luz de vela, e uma taça de hidromel pendurada em sua mão esquerda. Ela não quer nada disso, por agora.
“Por sorte, eu tenho meu time que é muito seletivo com os roteiros que me mandam. Se um roteiro chega e é algo remotamente parecido com Sansa, eles colocarão de lado e nem se importarão em me mandar porque eu vou apenas ficar irritada,” ela diz, rindo. “Eu estou em busca de muitas coisas contemporâneas no momento. É como a “Rebelião” [de Game of Thrones]. Estou fazendo minha própria “Rebelião.” Estou tendo uma crise das quartas-de-vida agora. Eu acabei de fazer um filme onde tenho um monte de tatuagens. Estou me rebelando contra tudo que conheço!”
A noção de “embaçar” recorre algumas vezes enquanto temos nossa conversa matinal. Na primeira vez que acontece, Turner está abordando a ideia de que os filmes e a televisão episódica não estão tão distantes em qualidade quanto já estiveram, e como isso pode afetar suas escolhas no futuro. Era uma vez, tudo que tínhamos eram três grandes redes, faixas de risadas, e sets com paredes que balançavam ao bater de uma porta de apartamento. Atores estavam inquietos para escapar dos confins televisivos para a liberdade de maiores filmes. Mas, de acordo com a Forbes, a sexta temporada de Game of Thrones custou cerca de $10 milhões por episódio. Vaguear em direção à parede alta de retângulos brilhantes da sua Best Buy local e “a tela pequena” já não parece um coloquialismo apropriado para a televisão como gênero, ou até as próprias televisões.
“As linhas estão se embaçando,” ela diz. “A resposta padrão, se você tivesse me perguntado 10 anos atrás [sobre minhas aspirações], seria definitivamente filmes. Filmes são de padrão mais elevado, qualidade maior, até em termos de fotografia. Mas agora, sabe, a televisão está a par com os filmes. O que eu realmente amo sobre trabalhar em Game of Thrones, e trabalhar na televisão, é o fato de que eu tenho a chance de desenvolver uma personagem por sete, oito, nove anos. Eu posso checar tão fundo com ela que ela se torna o maior trabalho, o maior projeto que já tive que fazer. É muito legal poder investir em algo assim ao invés de apenas um mês me meio em um filme onde você mal pode raspar a superfície do personagem, especialmente se você não tem muito tempo para se preparar. Mas, sabe, por outro lado, é legal ser capaz de mudar de personagens e não ficar entediada, ou presa em uma rotina com um personagem que você pode nem gostar. Então, é bom ter variedade.”
Turner ainda não teve uma verdadeira performance de estreia em filme, mas esse anseio comum da maioria dos atores de Hollywood de se tornar estrelas de cinema não parece ser sua meta. Sim, ela interpretou Jean Grey em X-Men: Apocalipse (2016), assim como alguns filmes independentes menores. Mas, como qualquer fã de cinema, filmes ou televisão britânicos sabe – os atores não parecem tão ansiosos para se tornarem mega-estrelas quanto seus contrapartes americanos. Na verdade, Turner tem uma humildade surpreendente sobre os tipos de papeis que ela espera achar para si depois de Sansa Stark estar firmemente no retrovisor.
“Eu quero ser uma character actor, acho,” ela diz. “Deve ser porque acabei de assistir cinco de seus filmes em sequência, mas por muito tempo da minha vida eu quis trabalhar com Wes Anderson. Todos os personagens dele são realmente excêntricos e interessantes. Eu quero começar a interpretar pessoas tão diferentes de mim que seja difícil me encontrar nessa pessoa. Porque, com uma personagem como Sansa, as linhas têm se embaçado por anos e eu me encontro em uma crise de identidade sobre quem eu sou – seja eu Sansa ou Sophie. Acho que seria muito divertido e desafiador para mim fazer algo tão além do que sou. Só estou tentando me empurrar no momento e encontrar personagens diferentes que são tão extravagantes que se tornaria realmente um projeto me tornar aquela pessoa.”
Nesta segunda menção de “embaçar” e esse desejo dela de se perder, eu menciono Elvis Presley. Eu me preparo para fazer uma última pergunta, alertando-a do fato de que eu a guardei por último porque eu não tinha certeza se era apropriado, ou da minha conta. Mas depois de ouvir atentamente a suas ideias sobre atuação e personagens e desaparecer e embaçar, eu começo a pensar e vaguear sobre meu ponto e eu penso em voz alta se a pergunta sequer tem alguma relevância até ela finalmente implorar, “Vá em frente!”
Sophie Turner tinha um irmão gêmeo que morreu antes de nascer. Se o conhecimento disponível deve ou não ser acreditado, Elvis Presley nunca superou a perda de seu próprio irmão gêmeo natimorto Jessie Garon. Reza a lenda que sua mãe, Gladys, frequentemente contava ao futuro “Rei do Rock ‘n’ Roll” que ele carregava em si as energias de duas pessoas.
“Ah, sem essa!” Turner exclama, na metade da minha tentativa desastrada de uma breve história de Elvis, perguntando-me o tempo todo se ela estava se perguntando o tempo todo se eu tinha enlouquecido. Mas eu sigo para a conclusão, tentando ligar a ideia de Sophie/Sansa, Sansa/Sophie a alguma revelação firme e terminar o dia.
“Sabe; eu penso sobre isso. Esses dias foi meu aniversário de 21 anos e meu pai fez um discurso e ele disse…”
Ela para, talvez pensando ser imprudente compartilhar os desejos íntimos de seu pai na ocasião de seu aniversário com o público geral.
“Meus pais me disseram que eu tenho a energia de duas pessoas,” ela continua. “Eu acho que sempre tive. Sabe, este tipo de dinâmica de gêmeo, isso realmente me intriga e eu sempre fui muito interessada nesse lado das coisas. Mas eu nunca tive nenhuma experiência esquisita de gêmeos, ou telepatia, ou sentir a dor de alguém, ou sentir que uma parte particular de mim está faltando. Mas talvez isso seja porque eu tenho a energia de nós dois. Eu não sei.”
Ela pausa, pensa, e diz com uma risada, “Provavelmente, é tudo besteira.”
Com isso, Sophie Turner, a boxeadora mais graciosa em Manhattan, caminha em direção à sua academia para esquecer sobre Sansa por um tempo enquanto lança seus punhos enluvados nos rostos de amigos e treinadores. Quando Game of Thrones terminar e todos nós dissermos adeus a Sansa Stark, nós iremos dever a esta jovem mulher a cortesia de deixá-la se tornar quem quer que ela queira ser e transformar-se (e se transformar novamente) em quem e quantas pessoas ela desejar habitar e interpretar. Isto não é muito a ser pedido, considerando que ela nos deu a emoção de nos perder um pouco também.

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Sophie Belinda Jonas (nascida Turner, Northampton, 21 de fevereiro de 1996) é uma atriz britânica, mais conhecida por seus papéis como Sansa Stark na série de televisão Game of Thrones da HBO e como a jovem Jean Grey na franquia X-Men.

Sophie Turner no desfile da Louis Vuitton na Paris Fashion Week, 2016. pic.twitter.com/IAg00v0hAe

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